> Palavras não ditas.: Março 2011

Que da sua boca...


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... saia um sim, quando eu perguntar se me amas.
Você pode até dizer não, mas, quando eu te perguntar se vai embora.
Pode também me dizer que nunca.

Nunca vai esquecer de mim.



Ingrid.


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Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

Antes idiota que infeliz!
(Arnaldo Jabor)

Minha alma tem o peso da luz...


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... Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros."
(Clarice Lispector)


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Todas pessoas tem suas tristezas. Os felizes apenas encontram um jeito de livrar-se dela. Os tristes andam com ela; sofrendo, murmurando, esquecendo de viver e da vida. Voltando a falar dos felizes; estes escrevem, cantam, pulam, sorriem, encenam , vivem. Uns chamam eles loucos. Eu os vejo como produtivos.

Ingrid Rodrigues.

"A arte de ser louco é jamais cometer a loucura de ser um sujeito normal."
Raul Seixas


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Nunca perde-se algo,
apenas muda-se de dono
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